12 de Marzo de 2008 - 18:08 | As 100 melhores
Pagani: “Seguimos procurando empresas”
O presidente de Arcor avança no seu projeto de inversões de US$ 180 milhões e não descarta novas aquisições na região.
>> por José Del Rio
  
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Luis Pagani é um clássico dentro das 100 melhores. O numero uno de Arcor tem a fórmula mais invejada pelos competidores: ele chegou ao pódio do ranking e fica nesse lugar ano trás ano. Seus colegas acreditam que o secreto é a combinação do seu baixo perfil mediatico, mais alto no que tem relação com empreendimentos da companhia. Não é casualidade que seja reeleito por unanimidade pela Asociación Empresaria Argentina, á entidade que agrupa as firmas com ventas que superam os US$ 200.000 milhões por ano e que empregam a 300.000 pessoas. O gigante se afiançou no Brasil, México e Chile e projeta faturar US$ 2100 milhões.

Quê projetos de inversão tem na mira este ano e em que setores?
Seguimos com um plano bianual de US$ 180 milhões, que na Argentina contempla desembolsos no setor de bolachas, onde está nos planos ter mais capacidade instalada, novos produtos y novas líneas. Ademais, agregaremos mais sortido nesse setor. Também em guloseimas, porque temos uma inversão forte em balas e estamos juntando ademais a exportação. Pelo outro lado, vamos sacar uma linha de produtos com La Campagnola.

Quais são os planos para o exterior?
No Brasil estamos crescendo em chocolates e guloseimas, e recentemente lançamos os chicles para adultos, onde Adams tem uma participação importante. Pelo lado do México estamos aprestando a fábrica que inauguramos o ano passado e os desafios são na área comercial para construir a rede. Em Chile também ultimamos os detalhes da PLANTA DE CARTON CORRUGADO, onde temos um mercado que é atrativo para crescer no curto prazo.

Têm na mira novos paises?
Não, agora o foco está na América Latina, apesar de que o comercio exterior tive um crescimento importante no 2007 e esperamos que siga neste ano. O ano passado eu tive a oportunidade de ficar 40 dias em China, Vietnam, Tailândia, Malásia y Corea, onde vemos boas oportunidades. De fato, temos um escritório em Shangai, que foi inaugurada no 2006 e seguramente avançaremos com novos projetos.

Como vê à Argentina? Que preocupação você tem e que vê como um aspecto positivo?
O positivo é o crescimento e que os níveis de consumo foram muito importantes. Mas acho que ainda é preciso acentuar a inversão, e ao mesmo tempo é necessário mais financiamento. Este reclamo não é novo, e apesar de que se fizeram assunções, a concreção de esses créditos não foi como se devia.

O senhor está falando das questões de fundo no longo prazo?
Exatamente. À vezes me preocupa que um anúncio não se complete com a concreção do projeto. Acho que é bom que o país fique crescendo e a gente pode consumir mais, trocar de carro ou de casa. Mais esse crescimento deve ser acompanhado da inversão y para isso falta credito. E outro tema importante é que todos os paises competem pela mesma inversão. Isto inclui DARTE TERRENOS HASTA INCENTIVOS FISCALES, hoje tudo o mundo está competindo por isso, e acho que é preciso avançar neste sentido.

Por que você acredita que não sucede isso aqui?
Acho que são temas que tem que ser instalados e é preciso tempo. Estão na agenda, mais não com a importância que deveriam ter. Tal vez da aqui a um ano, adquirem importância.

Tiveram propostas de somarem sócios a nível local?
Não.

Isso aconteceu nos anos ´90?
Sim, praticamente

Vocês demoraram a entrada na Bolsa pela volatilidade?
Estivemos a 15 dias da débâcle dos mercados do mundo e isso fez que fizéramos um credito com a corporação financeira. Nós decidimos REPROGRAMAR nossa dívida em lugar de fazer emissões negociáveis com corporações financeiras e bancos.

Que problemas e que oportunidades acha que Arcor tem hoje?
O problema é a pressão inflacionária em todos os setores, desde o trabalho até os provedores. Em tanto as oportunidades, acredito que temos uma chance que não só Arcor tem, e é que podemos exportar e ter bons preços que acompanham o momento.

Estão na mira de novas empresas para comprar?
Claro. Na América Latina sempre procuramos novas empresas e também outras categorias. É a forma de construir o largo prazo.

Como decide em que segmento entrar e em que momento?
Analisando novas tendências. Acho que o consumidor é mais exigente e procura saber quem está detrás de os produtos. Os hábitos também sofrem variações.

Qual é a importância que da a imagem?
Uma boa comunicação é clave para continuar no primeiro posto. É importante para uma empresa de consumo massivo o bom posicionamento, é por isso que nos temos cuidado delo.

Como poderia descrever o modelo de integração que Arcor criou?
É um modelo que foi aplicado no mercado argentino. Por exemplo, cada vez que temos produzido uma bala, o 95 por cento do produto foi feito por Arcor, desde o açúcar, a leite e o packaging. A idéia é que tudo tinha relação.

Qual é a posição na região?
Considerando a Argentina, Bolívia, Uruguai, Paraguai e Chile, Arcor é líder. No Brasil, temos o primeiro posto em alguns segmentos.

No entanto, Pagani não si conforma com elo e está procurando novos desafios para os meses que vem, porque ele sabe que o mais importante não é chegar, senão manter-se.

 

Traduçâo: Cecilia Valleboni

 

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